Projeto pluvial pode evitar desastres.

A percepção sobre o impacto dos grandes aglomerados urbanos sobre o meio ambiente já é facilmente identificável hoje em dia.

Chuvas mais intensas tem se tornado mais comuns, situação que aliada a impermeabilização provocada pelas construções pode causar grandes problemas facilmente identificáveis – a chuva não tendo para onde ir, e com menos áreas permeáveis ganha força para causar verdadeiros desastres.

Um caso bastante comum se refere aos projetos pluviais, o bom e velho para onde a água vai. Muitas cidades já contam com redes exclusivas de esgotamento pluvial, devendo os proprietários dos imóveis destinar os resíduos para estas redes. Poucos porém, fazem isso, deixando que as águas pluviais literalmente encontrem seu caminho sozinhas.

Para entender o risco de não se fazer estas redes, exemplificamos com o caso do muro do CPOR, de Porto Alegre. Num dia comum, mas com a incidência de chuvas acima da média, pôde-se observar o risco associado a esta estrutura, que sim pode vir a colapsar sobre os pedestres que passam por ali.

Como as águas do pátio não estão sendo recolhidas (aparentemente) para nenhuma rede de recolhimento das águas pluviais, elas estão sobrecarregando a estrutura do muro. Observe que não há sequer saídas para a água ao longo do muro. A força pode ser observada pela verdadeira Cachoeira que transborda por sobre o muro.

Uma pequena saída de água, a poucos metros exemplifica como o dimensionamento foi insuficiente para o conjunto.

Tal situação, em caso de desabamento, recai sobre o responsável técnico da obra, pois ainda que não tenha sido responsável pelo projeto pode ser responsabilizado por não alertar sobre os riscos da não implantação de um projeto de esgoto pluvial.

Há tempos, ainda na graduação, um professor alertou: em projetos pluviais, nunca use o mínimo. A calha, sempre a maior. Descidas, sempre mais de um. Vai que entope uma saída? Fique sempre com mais de uma. Mesmo um ralo na sacada.

Certa vez, um simples cd destruiu um auditório ao tapar a descida do cano que conduzia a água que vinha das calhas, justamente na saída, na unida saída!

O intuito do professor era sempre de que perdêssemos menos tempo no pluvial, para gastar no projeto de arquitetura, sem nunca abrir mão da segurança.

Na dúvida então, exagere um pouco nas redes de recolhimento das águas das chuvas, sempre mais do que a norma pede. A cidade e seus usuários agradecem.

Equipe Capsula