Piso de Bloco Intertravado de Concreto, padrão Holandês, cor a definir, em áreas para trânsito de veículos e estacionamento.

Piso de Bloco Intertravado de Concreto, padrão Holandês, cor a definir, em áreas para trânsito de veículos e estacionamento.

Localização: Projeto deve indicar o local onde está sendo utilizado o produto especificado.

a) Especificação dos materiais:

Piso de Bloco Intertravado de Concreto, padrão Holandês, cor a definir, em áreas para trânsito de veículos e estacionamento, incluindo os serviços de regularização de subleito, base de brita graduada e blocos de concreto intertravados, padrão holandes, cor a definir, espessura 8cm, resistência superior a 30Mpa.

Regularização do Subleito

Regularização do subleito, a qual será medida conforme a área onde será realizada a limpeza, metros quadrados de materiais efetivamente escavados.

Base de Brita Graduada

Base se brita graduada 1, a qual será medida por metro cúbico.

Blocos de Concreto Intertravados, espessura 8cm

Blocos de Concreto Intertravados, espessura 8cm, resistência superior a 35 Mpa.

b) Execução / Controle

A seqüência construtiva das camadas do pavimento intertravado de concreto, desde o tratamento da sua fundação, estão resumidas na Figura abaixo:

  1. Preparo da fundação (subleito), no caso colocação do geossintético e substituição do material inadequado;
  2. Execução da base granular (brita graduada);
  3. Confinamentos internos e externos;
  4. Execução da camada de assentamento dos blocos;
  5. Colocação dos blocos de concreto intertravados;
  6. Compactação dos blocos e rejuntamento dos blocos de concreto;
  7. Limpeza do local para a liberação ao tráfego.

As principais recomendações estão descritas a seguir, considerando-se a preparação da fundação, a execução das camadas do pavimento, a finalização dos serviços e a entrega do pavimento de blocos de concreto ao tráfego.

Deverá haver um preparo do subleito deve estender-se para além dos confinamentos laterais, onde uma inspeção da área a ser pavimentada deverá observar a limpeza, a regularização e as cotas exigidas pelo projeto. Em regiões de lençol freático aflorante, poderá ser considerado o bombeamento deste de modo a manter o lençol rebaixado.

O subleito deverá estar adequadamente compactado de forma a propiciar uma plataforma de trabalho firme, sobre a qual as camadas sobrejacentes possam ser convenientemente compactadas, além de ser importante para a constância da capacidade estrutural do pavimento. Recomenda-se uma declividade mínima de 2,0 % para facilitar o livre escoamento das águas na superfície do pavimento.

Quando ocorrer subleito com suporte<2%, obrigatoriamente deverá ser executada substituição por solo não expansivo (areia ou saibro com expansão <1%) com suporte no mínimo igual ao ISP adotado, na espessura indicada pelo projeto.

A questão de bota-fora na região segue conforme orientação da FEPAM, a qual indica a disposição do resíduo de escavação (solo mole) conforme este se apresenta inerte ou contaminado, o que deverá ser adequadamente verificado.

O reforço do subleito com o uso de geossintético otimiza os processos construtivos, tornando a execução mais rápida e simples. Recomendam-se os cuidados necessários na execução do geossintético (OP-60), em especial, na interface deste com os demais materiais utilizados no reforço do pavimento. Além disto, este deverá permanecer dobrado ao nível do terreno, para depois de completada a execução do pavimento, executar-se a ancoragem do geossintético (1,0 m de largura). Para impedir que a geomembrana deslize sobre os taludes escavados, essa deve ser ancorada na parte superior dos taludes. A escavação para a canaleta de ancoragem deve ser realizada imediatamente antes da colocação da geomembrana e suas dimensões devem estar conforme as indicações do projeto, considerando-se um recobrimento de 0,60 m e taludes com inclinação de 1,0:1,0 (V:H).

Nos locais onde acima da fundação em rachão for executada uma camada de aterro deverá ser executada também uma camada de bloqueio de 7,0 cm com brita, visto que estes materiais apresentam granulometria muito diferente, o que pode ocasionar segregação do material.

Os serviços de escavação em materiais de 1ª categoria, constantes de cortes obrigatórios serão medidos em metros cúbicos de materiais efetivamente escavados.

O volume será determinado considerando-se as áreas calculadas com base nas seções transversais do terreno natural, levantadas em nível, após desmatamento e limpeza, combinadas com as seções também topográficas efetuadas após sua finalização.

Camadas do Pavimento

As recomendações construtivas das camadas do pavimento estão descritas abaixo e apresentadas na Figura, juntamente com o subleito, comentado acima.

Regularização do Subleito

Antes da execução das camadas do pavimento será executada a regularização do subleito, a qual será medida conforme a área onde será realizada a limpeza, metros quadrados de materiais efetivamente escavados.

Base de Brita Graduada

Abaixo estão descritos a concepção da solução e o transporte comercial em via pavimentada da base de brita graduada.

Os materiais granulares para camadas de base deverão ser preferencialmente pétreos, recomendando-se para o projeto a brita graduada. Esse tipo de material apresenta poucos problemas na construção das camadas de base, desde que tenha sido corretamente especificado.

O fundamental é que estejam limpos, livres de lodo, pó e sujeira e que estejam bem graduados, ou seja, tenham grãos de diversos tamanhos (até um máximo de 50 mm) para que, ao compactá-los, obtenha-se um bom arranjo e amarração entre eles. A falta de uniformidade pode gerar assentamentos irregulares e uma granulometria sugerida está apresentada abaixo.

Quadro: Granulometrias indicadas para o material da base

Abertura da peneira (mm) % Retida
50 0
25 10 – 25
19
9,50 25 – 60
4,80 40 – 70
2,0 55 – 80
1,20
0,60
0,40 70 – 85
0,075 85 – 95

 

Além do que foi comentado acima, recomenda-se também para a base granular:

  • índice de suporte Califórnia (CBR) no mínimo igual a 80,0 %;
  • expansão volumétrica máxima igual a 0,50 %;
  • limite de liquidez (LL) no máximo igual a 25,0 %;
  • índice de plasticidade (IP) no máximo igual a 6,0 %.

São indicados os seguintes tipos de equipamento para a execução de base de pedra britada graduada:

  • carro-tanque distribuidor de água;
  • motoniveladora pesada com escarificador;
  • rolo compactador vibratório liso;
  • rolo pneumático de pressão variável;
  • ferramentas manuais;
  • central de mistura dotada de unidade dosadora, com três silos (no mínimo), dispositivo de adição de água com controle de vazão e misturador do tipo “pug-mill”;
  • veículos transportadores.

A brita graduada será transportada em caminhões basculantes, que descarregarão as cargas na pista, onde o espalhamento será efetuado pela motoniveladora. A seguir, será efetuado o acabamento manual, em espessura solta de acordo com a compactação desejada para a camada.

A compactação terá início com o rolo pneumático de pressão variável, para evitar ondulação, e terá prosseguimento com o rolo compactador vibratório liso; durante a operação de compactação não poderão ser efetuadas, na área objeto de compressão, manobras que impliquem em variações direcionais. Em cada passada, o equipamento utilizado deverá recobrir pelo menos a metade da faixa anteriormente comprimida. Durante a compactação, se necessário, poderá ser promovido umedecimento adicional da camada, mediante emprego do carro-tanque distribuidor de água.

Em locais inacessíveis ao equipamento especificado, a compactação requerida far-se-á com o uso de compactadores vibratórios portáteis.

Os principais aspectos da construção que justificam atenção no que diz respeito à base granular incluem a regularização e a compactação da camada. A compactação representa um dos procedimentos cruciais da construção para qualquer tipo de pavimento flexível. No caso de pavimento intertravado, a experiência mostra que a compactação inadequada da base é uma causa comum de insucesso do pavimento. Por essa razão, devem ser tomadas precauções para que sejam atendidos os requisitos mínimos mostrados, e como no caso do subleito, a preparação da base deve se estender para além das bordas do pavimento.

A compactação tem como objetivo acomodar os diferentes tamanhos de grãos para que a camada se torne a mais densa e resistente possível. Quando as espessuras da base forem grandes, elas deverão ser construídas em camadas, cada uma delas tendo uma espessura compactada mínima de 10 cm e máxima de 15 cm. Adota-se a energia intermediária para a compactação das camadas de base granulares, com grau de compactação mínimo de
100 %, com a umidade do material compreendida dentro dos limites de umidade ótima ± 2%.

Deve-se dar atenção especial ao padrão de acabamento alcançado no topo da base:

  • na ausência de especificações locais, recomenda-se que a base deva ser regularizada de modo que o greide não seja afetado em mais de 10 mm e a variação de espessura não seja maior do que 10 mm em 2 m de extensão de camada;
  • a superfície da camada de base deverá ser a mais fechada possível, ou seja, com o mínimo de vazios, para não haver perda de areia da camada de assentamento dos blocos.

É prudente assegurar que seja certificado o cumprimento das especificações, tanto para o acabamento superficial como para o grau de compactação, antes que a camada de areia de assentamento seja espalhada. A camada de base acabada deve ser posta à prova por um rolo liso de pelo menos 10 ton., ou por um caminhão carregado com 10 ton. por eixo simples. Se ocorrer algum movimento visível em qualquer parte da camada de base, essas áreas deverão ser corrigidas e testadas tanto quanto ao perfil como ao grau de compactação, antes que a camada de areia seja lançada.

Durante o teste da base, as bordas não podem ser negligenciadas, já que a integridade dos confinamentos depende consideravelmente de sua colocação sobre uma base adequadamente compactada.

As espessuras das camadas de base devem ser constantes e obedecer ao especificado no projeto, acompanhando, portanto o caimento construído no subleito. Após a regularização e compactação, recomenda-se a imprimação da base com aplicação de asfalto diluído de cura rápida ou de emulsão asfáltica. Normalmente a taxa de aplicação é definida meramente para criar uma barreira de umidade, sendo 0,80 litros/m2 um valor típico.

Logo após a execução da camada de base de brita graduada deverão ser realizados os confinamentos internos e externos, antes da camada de assentamento dos blocos.

O espalhamento do material destinado a preencher os vazios far-se-á por meios manuais ou mecânicos, em quantidade suficiente para preencher os vazios do agregado, mas espalhado em camadas finas e sucessivas, durante o que deve continuar a compressão.

Recomenda-se o seguinte controle tecnológico:

  • determinação de massa específica aparente, ” in situ ”, para cada 100 m3 de base executada, posicionando os pontos no bordo esquerdo, eixo e bordo direito, respectivamente, observando-se no mínimo duas determinações por quarteirão;
  • determinação do teor de umidade em cada 100 m3, imediatamente antes da compactação;
  • ensaios de caracterização (limite de liquidez, limite de plasticidade e granulometria), com um grupo de ensaios por dia, no mínimo;
  • um ensaio de Índice de Suporte Califórnia, com a energia do ensaio Intermediário de compactação, com um ensaio a cada 400 m3, no mínimo;,
  • um ensaio de compactação, segundo a energia do ensaio intermediário de compactação, para determinação da massa específica aparente seca, máxima, com amostras coletadas em cada 100 m3;
  • uma determinação do equivalente de areia, com um ensaio para cada 400 m3, no caso de materiais com índice de plasticidade maior do que 6% e limite de liquidez maior do que 25%.

A aceitação do serviço estará condicionada à observância das seguintes condições:

  • os graus de compactação individuais encontrados deverão ser iguais ou superiores a 100%, em relação à energia especificada;
  • as granulometrias determinadas deverão estar compreendidas dentro da faixa especificada no entorno da curva média, ou mantendo um certo paralelismo em relação aos limites da faixa granulométrica.
  • os valores de Índice de Suporte Califórnia encontrados nos ensaios individuais realizados deverão ser superiores ou iguais a 80% e a umidade deverá se situar em uma faixa de 2% acima ou abaixo da umidade ótima.

Não será tolerado nenhum valor individual da espessura da camada de base de pedra britada graduada fora do intervalo ± 1 cm, em relação à espessura do projeto.

No caso de se aceitar, dentro das tolerâncias, com espessura média inferior à de projeto, a diferença será acrescida à camada imediatamente superior.

Nos casos de aceitação de camada de base dentro das tolerâncias, com espessura média superior à de projeto, a diferença não será deduzida da espessura de projeto da camada imediatamente superior.

A camada de base será medida por m³ de material compactado na pista, e segundo a seção transversal do projeto.

No cálculo dos volumes, obedecidas as tolerâncias especificadas, será considerada a espessura média determinada na pista.

Quando a espessura média for inferior à espessura do projeto, será considerado o valor médio encontrado; quando a espessura média determinada for superior à espessura do projeto, será considerada a espessura do projeto.

O pagamento será feito com base no preço unitário apresentado para este serviço, incluindo as operações de aquisição e fornecimento de materiais, carga, transportes, descarga, espalhamento, mistura, umedecimento ou secagem, compactação e acabamento,
mão-de-obra e encargos, equipamentos e eventuais necessários à completa execução dos serviços.

Transporte Comercial em Via Pavimentada

A medição do transporte do material utilizado na concepção da base de brita graduada será realizada através do momento de transporte, considerando-se m³ x km.

Blocos de Concreto Intertravados

Abaixo estão descritos a concepção da solução e o transporte comercial em via pavimentada da base do material para a execução dos blocos de concreto intertravados.

A resistência a compressão simples dos blocos não poderá ser inferior a 35 MPa, conforme a NBR9781. A fábrica/fornecedor dos blocos de concreto deverá ser consultado quanto ao atendimento de outras recomendações pertinentes, tais como: fornecimento de laudos técnicos que comprovem a resistência dos lotes de blocos; recepção e zelo dos lotes recebidos em obra antes da sua aplicação; recomendações executivas complementares; utilização de elementos especiais para interfaces e bordas do pavimento; liberações de tráfego.

Conforme estudos realizados por Shackel (1990) apud Muller (2005), o uso do arranjo do tipo espinha-de-peixe é o mais recomendado, visto que apresenta o melhor nível de desempenho com menores valores de deformação permanente associados ao tráfego. Outra informação importante é quanto à espessura do revestimento, onde o estudo comprova um benefício no aumento da espessura das peças no intervalo de 60,0 mm a 100,0 mm.

Sobreposta à base granular deverá ser assente uma camada de areia, tendo esta a finalidade de assentar os blocos de revestimento, proporcionar uma superfície regular e acomodar eventuais irregularidades dimensionais, estando esta diretamente ligada ao comportamento estrutural do pavimento. Esta camada com espessura de 8,0 cm deverá ser composta por areia limpa, sem finos ou matéria orgânica, com no máximo 10,0% de material retido na peneira de 4,80 mm, e no máximo, 5,0% em massa de material fino (silte e argila). Uma granulometria recomendada para este material está indicada no Quadro abaixo.

A areia para preenchimento das juntas entre os blocos deve ser limpa, com 100% aproximadamente, passando na peneira de nº 16 (abertura da peneira de 1,20 mm) e 10,0% passando na peneira de nº 200 (finos). A camada de rejuntamento garante o funcionamento mecânico do pavimento auxiliando no intertravamento das peças e diminui a infiltração entre estas. O material utilizado pderá ser uma areia fina ou um pó de brita, sendo que este deverá estar limpo e seco.

Quadro 3.1: Granulometrias indicadas para o material de assentamento

Abertura da peneira (mm) % Passante em massa
9,50 100
4,80 95 a 100
1,20 50 a 85
0,60 25 a 60
0,30 10 a 30
0,15 5 a 15
0,075 0 a 10

A execução de blocos intertravados de concreto é medida juntamente com a areia de assentamento em m² de pavimento executado.

Transporte Comercial em Via Pavimentada

A medição do transporte do material utilizado na concepção dos blocos intertravados de concreto será realizada através do momento de transporte, considerando-se m³ x km.

c) Recebimento:

Todas as etapas do processo executivo deverão ser inspecionadas pela Fiscalização, de modo a verificar o perfeito alinhamento, nivelamento e uniformidade das superfícies, de conformidade com as indicações do projeto.

d) Medição e Pagamento:

Esse preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra necessários à sua execução, incluindo acabamento e limpeza.

A medição será efetuada por m² (metro quadrado) de piso efetivamente executado, apurando-se a área conforme as dimensões indicadas no projeto.