Vigas e Pilares em concreto armado, Fck 40Mpa, incluindo concreto em si, armaduras e formas.

Vigas e Pilares em concreto armado, Fck 40Mpa, incluindo concreto em si, armaduras e formas.21

Localização: Projeto deve indicar o local onde está sendo utilizado o produto especificado.

 a) Especificação dos materiais:

Vigas e Pilares em concreto armado, Fck 40Mpa, composto por:

Concreto usinado Fck40Mpa tipo CDC – Concreto Dosado em Central, CIMPOR ou equivalente técnico, nos elementos do tipo vigas e pilares;

– Ferro do tipo vergalhão, para armadura estruturas de concreto armado, sendo ele do tipo CA-60, com espessuras variadas, GERDAU ou equivalente técnico.

– Ferro do tipo vergalhão, para armadura estruturas de concreto armado, sendo ele do tipo CA-50, com espessuras variadas, GERDAU ou equivalente técnico.

– Formas de madeira tipo Pinus, considerado a possibilidade de reaproveitamento até 4 vezes, de 1ª qualidade.

b) Execução / Controle:

As fôrmas devem adaptar-se ao formato e às dimensões das peças da estrutura projetada. A fôrma deve ser suficientemente estanque, de modo a impedir a perda de pasta de cimento, admitindo-se como limite a surgência do agregado miúdo da superfície do concreto. Os elementos estruturantes das fôrmas devem ser dispostos de modo a manter o formato e a posição da fôrma durante toda sua utilização. Quando agentes destinados a facilitar a desmoldagem forem necessários, devem ser aplicados exclusivamente na fôrma antes da colocação da armadura e de maneira a não prejudicar a superfície do concreto. Agentes desmoldantes devem ser aplicados de acordo com as especificações do fabricante e normas nacionais, devendo ser evitados o excesso ou a falta do desmoldante. Salvo condição específica, os produtos utilizados não devem deixar resíduos na superfície do concreto

Em nenhum caso deve ser empregado na estrutura de concreto aço de qualidade diferente da especificada no projeto, sem aprovação prévia do projetista. Cada produto deve ser claramente identificado na obra, de maneira a evitar trocas involuntárias. O processo de ancoragem dos componentes de armaduras por aderência ou por meio de dispositivos mecânicos deve seguir o que estabelece o projeto da estrutura.

Barras de aço para construção, telas soldadas e armaduras pré-fabricadas não devem ser danificadas durante as operações de transporte, estocagem, limpeza, manuseio e posicionamento no elemento estrutural. Cada produto deve ser claramente identificável na obra, de maneira a evitar trocas involuntárias, e os produtos não podem ser estocados em contato direto com o solo.

A superfície da armadura deve estar livre de ferrugem e substâncias deletérias que possam afetar de maneira adversa o aço, o concreto ou a aderência entre esses materiais. Armaduras que apresentem produtos destacáveis na sua superfície em função de processo de corrosão devem passar por limpeza superficial antes do lançamento do concreto. Após limpeza deve ser feita uma avaliação das condições da armadura, em especial de eventuais reduções de seção. Armaduras levemente oxidadas por exposição ao tempo em ambientes de agressividade fraca a moderada, por períodos de até três meses, sem produtos destacáveis e sem redução de seção, podem ser empregadas em estruturas de concreto.

Os processos para preparo e montagem da armadura passiva devem atender ao que estabelece o projeto da estrutura. O corte das barras da armadura deve atender às indicações do projeto da estrutura, observadas as tolerâncias legais e projetuais.

A armadura deve ser posicionada e fixada no interior das fôrmas de acordo com as especificações de projeto, de modo que durante o lançamento do concreto se mantenha na posição estabelecida, conservando-se inalteradas as distâncias das barras entre si e com relação às faces internas das fôrmas. A montagem da armadura deve ser feita por amarração, utilizando arames. A distância entre pontos de amarração das barras das lajes deve ter afastamento máximo de 35 cm. O cobrimento especificado para a armadura no projeto deve ser mantido por dispositivos adequados ou espaçadores e sempre se refere à armadura mais exposta. É permitido o uso de espaçadores de concreto ou argamassa, desde que apresente relação água/cimento menor ou igual a 0,5, e espaçadores plásticos, ou metálicos com as partes em contato com a fôrma revestida com material plástico ou outro material similar. Não devem ser utilizados calços de aço cujo cobrimento, depois de lançado o concreto, tenha espessura menor do que o especificado no projeto.

O posicionamento das armaduras devem ser verificados e conferidos, inclusive quanto aos recobrimentos do conreto. maduras negativas deve ser objeto de cuidados especiais em relação à posição vertical. Para tanto, devem ser utilizados suportes rígidos e suficientemente espaçados para garantir o seu posicionamento.

A central fornecedora do concreto usinado deve assumir a responsabilidade pelo serviço e cumprir as prescrições relativas às etapas de preparo do concreto. A documentação relativa ao cumprimento destas prescrições e disposições deve ser disponibilizada para o responsável pela obra e arquivada na empresa de serviços de concretagem, sendo preservada durante o prazo previsto na legislação vigente.

A especificação do concreto deve levar em consideração todas as propriedades requeridas em projeto, em especial quanto à resistência característica, ao módulo de elasticidade do concreto e à durabilidade da estrutura, bem como às condições eventualmente necessárias em função do método de preparo escolhido e das condições de lançamento, adensamento e cura.

Antes do lançamento do concreto devem ser devidamente conferidas às dimensões e a posição (nivelamento e prumo) das fôrmas, a fim de assegurar que a geometria dos elementos estruturais e da estrutura como um todo estejam conforme o estabelecido no projeto. A superfície interna das fôrmas deve ser limpa e deve-se verificar a condição de estanqueidade das juntas, de maneira a evitar a perda de pasta ou argamassa. Nas fôrmas de paredes, pilares e vigas estreitas e altas, devem ser deixadas aberturas provisórias próximas ao fundo, para limpeza. Fôrmas construídas com materiais que absorvam umidade, como a madeira empregada devem ser molhadas até a saturação, para minimizar a perda de água do concreto, fazendo-se furos para escoamento da água em excesso, salvo especificação contrária em projeto.

O concreto deve ser lançado e adensado de modo que toda a armadura, além dos componentes embutidos previstos no projeto, sejam adequadamente envolvidos na massa de concreto. Em nenhuma hipótese deve ser realizado o lançamento do concreto após o início da pega. Concreto contaminado com solo ou outros materiais não deve ser lançado na estrutura. O concreto deve ser lançado o mais próximo possível de sua posição definitiva, evitando-se incrustação de argamassa nas paredes das fôrmas e nas armaduras. Devem ser tomadas precauções para manter a homogeneidade do concreto. No lançamento convencional, os caminhos não devem ter inclinação excessiva, de modo a evitar a segregação decorrente do transporte. O molde da fôrma deve ser preenchido de maneira uniforme, evitando o lançamento em pontos concentrados, que possa provocar deformações do sistema de fôrmas. O concreto deve ser lançado com técnica que elimine ou reduza significativamente a segregação entre seus componentes, observando-se maiores cuidados quanto maiores forem a altura de lançamento e a densidade de armadura. Estes cuidados devem ser majorados quando a altura de queda livre do concreto ultrapassar 2m, no caso de peças estreitas e altas, de modo a evitar a segregação e falta de argamassa (como nos pés depilares e nas juntas de concretagem de paredes).

Durante e imediatamente após o lançamento, o concreto deve ser vibrado ou apiloado contínua e energicamente com equipamento adequado à sua consistência. O adensamento deve ser cuidadoso para que o concreto preencha todos os recantos das fôrmas.

Deve ser evitada a manipulação excessiva do concreto, como processos de vibração muito demorados ou repetidos em um mesmo local, que provoca a segregação do material e a migração do material fino e da água para a superfície (exsudação), prejudicando a qualidade da superfície final com o consequente aparecimento de efeitos indesejáveis.

Enquanto não atingir endurecimento satisfatório, o concreto deve ser curado e protegido contra agentes prejudiciais.

O descimbramento deve seguir o período mínimo indicado conforme segue:

– 3 dias para moldes das faces laterais;

– 7 dias para moldes das faces inferiores de lajes, quando estas de tamanho inferior a 6m;

– 14 dias para moldes das faces inferiores de lajes, quando estas de tamanho superior a 6m;

– 14 dias para moldes das faces inferiores de vigas;

– 14 dias para escoramentos de lajes, quando estas de tamanho inferior a 6m;

– 21 dias para escoramentos de lajes, quando estas de tamanho superior a 6m;

– 21 dias para escoramentos de vigas.

c) Recebimento:

Todas as etapas do processo executivo deverão ser inspecionadas pela Fiscalização, de modo a verificar a perfeita instalação do material, em conformidade com o projeto. Não serão aceitos para a execução das estruturas materiais que apresentem deformações, oxidações ou outras irregularidades de qualquer natureza, mesmo que provenientes de falha no transporte, armazenamento, fabricação e/ou instalação.

As estruturas deverão ser verificadas quando da sua entrega, após transcorrido o período mínimo de 30 dias, para verificação de sua integridade, estabilidade, rigidez e correção. Fissuras, cedimentos,

d) Medição e Pagamento:

O preço deverá compreender todas as despesas decorrentes do fornecimento dos materiais e mão-de-obra necessários ao transporte, entrega e instalação da armadura, conforme especificações e recomendações do fabricante, incluindo materiais acessórios, acabamentos, serviços auxiliares de limpeza e outros serviços complementares. A medição será efetuada por m³ para volume de concreto, Kg para ferros em geral e m² para formas.